OIKOS EDITORA
Rua Paraná 240
Caixa Postal 1081,
Bairro Scharlau
CEP 93121-970
São Leopoldo/RS
contato@oikoseditora.com.br
Fones:
(51) 8114-9642
(51) 3568-2848

Fax:
(51) 3568-7965


Busca personalizada --

  M I L T O N... S C H W A N T E S... Meditações
 
 






Figuras e Coisas


Meditações e
ensaios para viver

128 p.


Este conjunto de 52 meditações – Figuras e Coisas é fruto de um lindo e emocionante encontro na vida e na alma. Com estas meditações, pretendemos promover um caminho. Queremos mostrar como as experiências da Bíblia vêm em direção às nossas vidas. E, ao mesmo tempo, iremos indicar como o nosso próprio dia-a-dia se abre para a vida das pessoas de tempos bíblicos. Em Figuras e Coisas, quisemos que houvesse uma dimensão de figura. As figuras deveriam estar a caminho das coisas da vida. Indo e vindo – vem se fixar demasiado – num ou outro aspecto. Este ir e vir é nosso jeito. Para este caminho, rumo ao encontro, convidamos você.


Para contato e pedidos
use o formulário ao final desta página.



“Deus escolheu as coisas fracas”

No natal comemoramos um transtorno, uma certa desordem. A ordem está em que quem mais tem mais manda. Uns mandam outros obedecem. Os uns que mandam são poucos, os que tem que obedecer são muitos. Isso parece ser ordem. Em relação a ela, natal é desordem.

Pois, Jesus é parte dos muitos que nada tem, que nada mandam. Sua família teve que obedecer a um decreto do imperador romano. Este, sim, mandava. Maria e José obedeciam. Tinham que obedecer. Jesus nasce entre estes que nada tem, tudo devem, a tudo tem que se submeter.

Mas, a este que nada parecia ter, “todos os joelhos se dobram”. Eis a desordem! Eis a inversão! Através da criança Jesus, na pequena cidade de Belém, se implanta o inverso da ordem, na qual quase todos obedecem aos caprichos de alguns poucos.

Por isso, natal comemora uma provocação. Nossos olhos são provocados, abertos a ver a vida de modo novo, de outro jeito. Já não precisamos ver o mundo a partir do poder. Estamos livres para vê-lo de outro jeito: do ponto de vista do que nada é. À luz do natal, os que nada são- aos olhos dos poderosos deste mundo, que costumeiramente também são nossos olhos - passam a ser uma vocação: Deus nos chama a ver nossa vida, a viver nossos dias a partir dos que nada são, e em solidariedade com os que nada tem.

Neste sentido, natal não precisa de assistencialismo, mas de solidariedade. Assistencialismo mantém a ordem; é feita de cima para baixo. Solidariedade só é possível quando a gente se coloca ao lado de outra pessoa. Solidariedade como que nos puxa para a igualdade.

E esta é a melhor maneira de viver a vida, de crer em Deus, de ver o mundo. Quem vê o mundo de cima pra baixo, vê-o de modo superficial, porque a tudo encherga de longe, Quem vê a vida de baixo para cima, a tudo experimenta melhor, porque a tudo vê em profundidade e a partir do fundo do poço.

Isso, por certo, é inesperado, é escandaloso!

A obra de Deus é mesmo um escândalo, como se lê em 1 Coríntios 1,26-29. Afinal, nós humanos, por exemplo, nos arrogamos a falar de coisas e de pessoas como se estas fossem descartáveis. Imaginamos que existem coisas e pessoas que, por nada serem em nossa vã imaginação, podem ser desconsideradas, feitas lixo, invisível, desnecessário, descartável. Árvores seriam pouco úteis. Prisioneiros seriam não-humanos. Pobres, enfim, seriam gente atrasada, logo descartável.

O descarte é um dos sinais de nossos tempos. É emblema dos tempos modernos!

Aliás, assim também já pensava o senhor faraó, conforme o livro do Êxodo. Cria que aqueles escravos e escravas que estavam à sua disposição, porque os controlava pela força das armas, nada mais fossem que instrumentos de trabalho, peças descartáveis, porque em seguida substituíveis por outros escravos e escravas. Mas, não é assim que age nosso Deus. Ele libertou escravas e escravos das garras do faraó. Quem parecia descartável, em verdade, era amigo e amiga de Deus! Imagino que o faraó ficou muito surpreso!

Sim, assim até se pensava a respeito de Jesus. Cria-se ser possível descartá-lo ao nascer em Belém, ao ser eliminado no Gólgota, na Caveira! Pensava-se que um crucificado estaria desautorizado por ser de todo indigno, um nada. Mas Deus decidiu diferente. Em Belém e na cruz do Calvário/Gólgota, nos fez ver a seu próprio filho, a ele mesmo. O que nada era, é tudo, é filho do Deus eterno.

Mas, justamente, a gente enfraquecida é escolhida por Deus! É feita seu povo, sua comunidade. São seus escolhidos.

Em Deus, não há o que seja descratável, nem na criação, na natureza, nem entre pessoas. Uma sociedade, que crê poder descartar pessoas, além de estar perdendo o bom senso,
afasta-se dos caminhos de Deus. Distancia-se de sua providência que atenta aos que nada são.

Feliz natal, com Jesus, aquele que nada parecia ser, mas ao qual todo joelho se dobra.

Ó Deus, santo e triúno, louvor a ti, porque estás em nosso meio do jeito da manjedoura de Belém. Amplia esta tua presença entre nós, a olhos vistos, para que cresça nossa fé. Transtorna nossos caminhos, para que sempre possamos encontrar-nos naquele que leva a Belém. Em Jesus, amém.

“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação: não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento. Pelo contrário, Deus escolheu as cousas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as cousas fracas de mundo para envergonhar os fortes.”
(1ºCoríntios 1,26-27 - tradução de João Ferreira de Almeida)


Eucaristia e economia

Hoje, é domingo sem eucaristia, sem celebração. Estamos, aqui, no salão de nossa Igreja para ajustar nossa economia. Nessa Assembléia, precisamos acertar coisas de nossas saídas e entradas. Eucaristia e economia são mesmo duas coisas muito diferentes. Parece. Será?

Vem aí o relatório financeiro. São números. Fala daquilo que desembolsamos para as atividades da Igreja.

Vem aí eleições. São votos. Jogam com nossas simpatias por pessoas que se candidatam. Tem a ver com candidatos, pois sem eles e elas não haveria nem mesmo eleição.

É, estamos querendo que a casa esteja bem organizada. Não que estivesse desorganizada. Não, nada de críticas a quem deixa seus cargos. Muito pelo contrário. Só tenho elogios. Pois, muito se empenharam. Suaram mesmo para manter as coisas da Igreja. Estamos a por a casa em ordem, porque aí vem novos tempos. Vem novos anos que queremos bem aproveitar. Vem novas visitas, por assim dizer, e daí que é preciso arrumar a mesa, bem arrumadinha.

E isso é economia. É por em ordem a casa. Pois, em grego, oikos é a casa, e nomia vem a ser a organização, as ‘leis’ da ‘casa’. Então, somos hoje pela manhã economistas.

Mas, escuta, isso não seria celebração? Não seria eucaristia? Muitos dirão que não. Aliás, a maioria vai falar que reza é uma coisa, dinheiro bem outra. Vai achar que ‘celebrando’ não se está ‘economizando’.

E, enquanto for assim, vai ser mesmo difícil! Não vai ter nem graça! Vai ter só desgraça.

E o pior não é isso de ficar separando. Já isso complica. Você sabe: não dá de ser um sujeito em casa e outro fora dela. Se você for assim rachado pelo meio, vira doente. Sim, não dá de ter uma cara na igreja, na reza, e outra lá no emprego. Sua cara é sempre a mesma. E se começar a ficar dividida, começa a dar problema. O pessoal vai dizer que você está meio assim misturado na cabeça.

Coisa que não liga com coisa, é mesmo coisa de louco. Daí porque, já de saída, economia e eucaristia são folhas da mesma árvore. É farinha do mesmo saco.

Tá na cara que é assim. Ao celebrar, na eucaristia, partimos o pão. Partilhamos comida. Cada qual um pedacinho. Já imaginou, se um come tudo? Seria uma eucaristia meio que esquisita. Seria ridículo, se o pastor sozinho se adonasse do pão, comesse-o inteirinho, e, depois, convidasse: ‘venham que tudo está preparado’. Haveria risada. Haveria protesto. Diriam: ‘o pastor não tá bem ligado’. Viu: eucaristia é um modo da economia. Se não comemos o pão, assim na partilha, vai ser o fim.

Mas, isso até que nem é que não é o mais complicado. Basta ler um pouco aí pela Bíblia e você já vê que as coisas de Deus andam misturadas mesmo nas coisas de vida da gente. Você logo vai perceber que eucaristia e economia foram um belo parzinho.

Complica mesmo, quando a gente se dá conta das contas de Deus, de sua economia. Seu tema é o pão. Que coisa tão simples! Ele, Deus, está sempre de olho é mesmo nesse pão, no pãozinho: é pão na eucaristia. É pão no Pai Nosso. É pão nas multiplicações. É pão e pão. Até parece coisa meio que primitiva essa economia de Deus.

Irrita. Ah, atrapalha porque essa ‘coisinha’ do pãozinho não dá assunto para o “momento econômico” ou para o “caderno de economia”. Lá não fala de pão. Fala mesmo é de bolsa e de dólar e dessas grandes coisas. Pão, meu irmão, lá não tem.

E, aí, complica. Irrita. Agita.

Na favela, aí pertinho da Igreja, se luta pelo pão. Ah, se luta, e como. Todo dia batem à nossa porta. Pão é o que mais se quer. É o grito pela eucaristia, pela economia de Deus, essa economia das pequenas coisas que são, em verdade, as grandes.

Enfim, Deus é mesmo economista. É que Ele é economista das pequenas coisas.

“O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.” Isso é economia? Isso é oração? Isso é eucaristia? Diga-me!

Deus, tu que nos amas pelo pão de cada dia, dá que todos o tenham. Abre nossos corações e nossas mãos para que não só queiramos pão para nós, em nossa casa, mas em cada casa. Fortalece nossas vidas para que não só queiramos dedicar-nos a nós mesmos. Em Jesus, Mem.

“E Jesus replicou: ‘Quantos Paes tendes? Ide ver!’ E tendo-se informado, lhe disseram: ‘Cinco pães e dois peixes’. Então, lhes mandou que os fizessem todos acomodar-se em grupos, sobre a verde relva; e se sentaram no chão em grupos de cem e de cinqüenta.”
(Marcos 6,38-40- tradução dos Irmãos de Taizé)


Contatos e pedidos para milton.schwantes@metodista.br ou utilize o formulário abaixo.


Nome:
E-mail:
Assunto:
Cidade:
Telefone:
Mensagem:
   


..........................................SUBIR

   

 

 
 
 
 

MILTON SCHWANTES
Meditações

  LANÇAMENTOS
  REFLEXÕES
  NOTÍCIAS
  PUBLICAÇÕES DE
OUTRAS EDITORAS
:
  Sinodal
  Nova Harmonia
 
 
 
 
 

Produção:
Vilson Schoenell
(51) 3588-1218 - 99559904
vschoenell@gmail.com